Governo do Distrito Federal
16/02/22 às 10h00 - Atualizado em 16/02/22 às 13h23

Programa monitora áreas em recuperação ambiental no DF

Em uma das ações do projeto, a equipe visitou uma propriedade no Riacho Fundo, que recebeu o plantio de 1.460 mudas de árvores nativas do Cerrado | Fotos: Divulgação/Sema

 

A Secretaria de Meio Ambiente (Sema), em parceria com o Projeto CITinova, realiza, neste mês de fevereiro, a segunda fase do Programa de Recuperação de Nascentes e de Áreas de Proteção Ambiental (APPs) degradadas e áreas de recarga no Distrito Federal. Trata-se do trabalho de manutenção e monitoramento das áreas beneficiadas por este projeto-piloto, que tem como objetivo contribuir para a segurança hídrica dos principais mananciais de abastecimento público do DF e a sustentabilidade das propriedades rurais.

 

Na primeira fase do projeto, no início de 2020, foram recuperados 10 hectares nos parques ecológicos de Águas Claras e Riacho Fundo. No ano passado, foram recuperados mais 70 hectares de vegetação nativa em propriedades rurais nas bacias do Descoberto e Paranoá.

 

Na última quinta-feira (10), a equipe do projeto esteve em uma das propriedades selecionadas pelo projeto CITinova, no Riacho Fundo. A APP do córrego Riacho Fundo e de duas nascentes localizadas na propriedade receberam o plantio de 1.460 mudas de árvores nativas do Cerrado, num total de 2,06 hectares plantados, que estão recebendo manutenção e monitoramento.

 

“Quando recompomos a vegetação nativa nas áreas de preservação permanente, colaboramos para a segurança hídrica do Distrito Federal”, afirmou a assessora especial da Subsecretaria de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da Sema, Elisa Meirelles.

 

Plantio de jatobá do Cerrado em área degradada

 

Vegetação nativa

 

O plantio de vegetação nativa vai recuperar uma área degradada próxima à rodovia e contígua a uma invasão. A área é parte de uma propriedade rural de produtores de hortaliças da família Ueno, formada por descendentes de japoneses, que habita o local há 50 anos. Lá, três nascentes de água cristalina brotam do solo e vêm sendo utilizadas há quatro décadas pela família Ueno e pela comunidade vizinha.

 

“O pessoal do projeto está nos acompanhando e dando toda a assistência para o cuidado com as mudas. Daqui a pouco, vou cuidar sozinho e manter essa área que garante a água para as nossas culturas ali embaixo. Não é fácil encontrar mudas nativas boas como essas, além de ser caro. Então, o projeto veio a calhar muito bem. Daqui a uns anos, estará tudo fechado, com árvores altas”, disse Nadson Sato, genro do pioneiro Ueno.

 

Foram plantadas espécies nativas do Cerrado, como jatobá-da-mata, jatobá-do-cerrado, aroeira-pimenteira, bálsamo, gonçalo-alves, ipê-amarelo, ingá, angico, landim, cutieira, mutamba, ipê-rosa, copaíba, baru, araçá, jenipapo e pente-de-macaco (nomes populares).

 

Manutenção

 

A equipe da Sema acompanhou o trabalho de manutenção e monitoramento dos técnicos em campo, realizado pela empresa contratada Equilíbrio Ambiental. Entre as atividades, estão cuidados como coroamento das árvores e regeneração natural, combate às formigas, roçada da vegetação exótica, adição de cobertura morta e adubação.

 

Já o monitoramento inclui a avaliação das condições de desenvolvimento das mudas plantadas e da regeneração natural, como o estado fitossanitário, o crescimento em altura, deficiência nutricional, ataque de pragas e doenças, presença ou vestígio de fauna silvestre e inclusão de novas espécies da regeneração natural.

 

“As árvores protegem contra erosão do solo, fixando a água da chuva, que vai para as raízes e aumenta a captação de água pelas nascentes”, explicou o coordenador da Equilíbrio Ambiental, Durval Neto Souza.

 

O CITinova, que proporcionou a realização dessa recomposição vegetal, é um projeto multilateral realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os recursos são do Global Environment Facility (GEF), com implementação a cargo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). A execução no DF é pela Sema, em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

 

*Com informações da Sema-DF

Agência Brasília* I Edição: Débora Cronemberger