Governo do Distrito Federal
10/06/22 às 17h41 - Atualizado em 10/06/22 às 17h49

Estudantes do ensino médio participam de mobilização socioambiental

Teia de responsabilidades sobre o meio ambiente: atividade proposta pela equipe no Centro de Ensino Médio do Guará.


A Semana do Meio Ambiente encerrou com 650 estudantes de ensino médio mais conscientes sobre a importância de olhar e proteger a natureza. Eles participaram de palestras, atividades e dinâmicas de grupo promovidas pela equipe da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema/DF), por meio do Projeto CITinova de cidades sustentáveis. Os conteúdos vão ao encontro do novo currículo escolar do ensino médio, que prevê aulas eletivas de educação ambiental.

 

No Centro Educacional Guará 04, na quarta-feira (08/06), o primeiro ano do ensino médio assistiu vídeos sobre mudança do clima, energia solar e o Sistema Distrital de Informações Ambientais, seguidos de palestras. Os técnicos da Sema/CITinova André Souza e Thaiane Meira falaram sobre recuperação em Áreas de Preservação Permanente (APPs), Sistemas Agroflorestais (SAFs) mecanizados e usinas de energia fotovoltaica (solar).

 

Em seguida, os jovens foram convidados a aderir ao Pacto pela Sustentabilidade do DF, se comprometendo a adotar gestos individuais de cuidado com o meio ambiente, como consumo consciente de água e energia elétrica, descarte correto do lixo, entre outros. Esses temas foram trabalhados na dinâmica de grupo com novelos de lã, em que os alunos formavam uma teia de responsabilidades individuais, depois desenhadas em cartazes.

 

 

“A presença da Sema/CITInova aqui na escola enriquece o que já desenvolvemos em sala de aula. Conseguimos vivenciar as informações com as atividades de grupo, envolvendo os estudantes na proposta. Seria interessante que essa ação fosse para todas as escolas do DF”, disse o professor de geografia e educação ambiental, Roberto Rodrigues Luciano.

 

No Centro de Ensino Médio Taguatinga Norte, na quinta-feira (09/06), cerca de 400 alunos assistiram os vídeos e as palestras e fizeram perguntas. O tema que mais suscitou interesse foi a energia fotovoltaica. “A energia solar não degrada o meio ambiente e é um novo mercado de trabalho para muitas pessoas”, refletiu o estudante Eduardo Giovanni Rocha.

 

A palestra sobre recomposição vegetal em APPs despertou interesse na aluna do 1o ano Gecilene Reis. “Podemos plantar em casa e nas praças. As árvores garantem a qualidade do ar que respiramos”, disse.

 

 

A professora de geografia Edjane Amaral Silva afirmou que a atividade complementou as aulas da Semana do Cerrado na escola em Taguatinga. “Estivemos no Jardim Botânico em aula prática para conhecer o bioma de perto e discutimos como a sustentabilidade também depende das ações de cada um”, explicou. Ela desenvolve na escola o projeto Cerrado Vivo, com conteúdo socioambiental e mobilização dos estudantes pela defesa e cuidado do bioma do DF.

 

CITinova – É um projeto multilateral executado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os recursos são do Global Environment Facility (GEF), com implementação a cargo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). A execução no DF se dá por meio da Sema, em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

 

No Lago Norte os estudantes plantaram sementes

 

Estudantes das turmas do 6º ano do Centro de Ensino do Lago Norte (CELAN), participaram nos dias 8 e 9, de ação de educação ambiental visando a conscientização dos estudantes para a recuperação de áreas degradas na orla norte do Lago Paranoá, uma ação do projeto Recupera Cerrado, do Governo do Distrito Federal. A atividade foi realizada pelo Instituto Espinhaço, em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e a Secretaria de Educação.

 

Durante dois dias cerca de 230 alunos das turmas da sexta série (manhã e tarde), após assistirem palestra sobre a importância das árvores, participaram de uma oficina de semeadura.

 

Cada aluno plantou uma semente em um tubete identificado com seu nome. A próxima tarefa será acompanhar o crescimento das plantinhas na escola até o dia 21 de setembro deste ano – Dia Nacional da Árvore -, quando as mudas germinadas serão transplantadas por eles.

 

A estudante Bruna Alves Vieira (11), disse que além de divertida a atividade trouxe muito aprendizado. “Agora vou saber mais como respeitar a natureza, as árvores e não jogar lixo no meio ambiente”. O colega da Bruna, Artur Juan da Silva (11), considerou o plantio a parte mais atraente da atividade. “Foi muito interessante, além de aprender como cuidar das plantas, das árvores eu aprendi a sementar”, disse.

 

 

A ação de educação ambiental visa sensibilizar os estudantes para a importância do plantio das árvores e o trabalho de recuperação que vem sendo realizado na orla do lago Paranoá. “A inciativa com os pré-adolescentes visa contribuir para um ambiente mais equilibrado, para homens e animais, bem como para o embelezamento da cidade”, afirmou a subsecretária de Assuntos Estratégicos da Sema, Márcia Fernandes Coura, que coordena o projeto.

 

O CELAN foi escolhido por estar localizado próximo às áreas degradadas que estão sendo recompostas pelo projeto Recupera Cerrado – Orla Norte do Lago Paranoá. A oficina foi ministrada por técnicos do Instituto Espinhaço, executor do projeto. Eles forneceram os insumos para a semeadura e apoiarão os estudantes na próxima etapa da atividade, o plantio das mudas que germinaram.

 

 

“É muito importante, para o Instituto Espinhaço, a oportunidade de promover ações educativas que possam contribuir com o propósito da conservação ambiental, principalmente nesse período em que comemoramos a Semana Mundial do Meio Ambiente. As crianças são agentes multiplicadores do trabalho que desenvolvemos, elas são nossa esperança por um futuro melhor em busca de uma cultura mais consciente e sustentável”, destacou Maiara Soares, bióloga e coordenadora de implantação florestal do Instituto Espinhaço, que ministrou a oficina.

 

O Recupera Cerrado – Orla Norte do Lago Paranoá é uma continuação do Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas e Danos nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) da Orla do Lago Paranoá, do Governo do Distrito Federal, que já recuperou 75 hectares na orla sul, em trechos desde as proximidades da barragem do Paranoá até o Braço do Riacho Fundo. Na orla norte estão sendo recuperados 40 hectares com recursos na ordem de R$ 1,2 milhão, provenientes de compensação florestal, em parceria com Instituto Espinhaço, Fundação Banco do Brasil, Instituto Brasília Ambiental e Secretaria de Meio Ambiente.

 

Assessoria de Comunicação

Secretaria do Meio Ambiente