Governo do Distrito Federal
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29/04/21 às 18h51 - Atualizado em 29/04/21 às 21h22

SISDIA recebe elogios no lançamento da plataforma de dados ambientais

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O lançamento do Portal do Sistema Distrital de Informações Ambientais (SISDIA), www.sisdia.df.gov.br, foi marcado pela emoção. Os participantes da mesa de abertura foram unânimes em afirmar que o Distrito Federal realiza um grande feito em favor da democracia ao disponibilizar, de forma aberta e gratuita, dados espaciais ambientais. O evento online ocorrido na manhã desta quinta-feira (29/4), reuniu cerca de 600 inscritos, entre representantes de órgãos federais, distritais e organizações da sociedade civil. Além de pessoas de outros estados da federação. A plataforma é desenvolvida pela Secretaria de Meio Ambiente (SEMA-DF) em parceria com o Projeto CITINova, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

 

O SISDIA foi apresentado pela subsecretária de Planejamento Territorial da Sema, Maria Silvia Rossi, cuja área foi responsável por liderar o projeto na secretária. Em seguida, houve um debate sobre o papel das novas ferramentas digitais para a modernização do Estado, fomento da transparência, aumento da participação social e a contribuição da academia, tendo como base o Sistema do DF.

 

Participaram da abertura o secretário de Meio Ambiente, Sarney Filho, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin, o professor doutor Henrique Zuchi, representando a reitora da Universidade de Brasília, Márcia Abrahão Moura, o secretário de Pesquisa e Formação Científica do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações – (MCTIC) e coordenador nacional do projeto CITInova, Marcelo Marcos Morales, a deputada distrital Arlete Sampaio e o gestor de portifólio América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Asher Lessels, representante também do Fundo Global de Meio Ambiente (GEF).

 

 

Para Sarney Filho, o SISDIA representa uma grande ferramenta de gestão pública, transparência e participação social. “A transformação tecnológica requer uma mudança na forma de conceber e gerenciar o conhecimento, evoluindo da retenção setorizada da informação para seu amplo compartilhamento entre equipes de trabalho e com a população. Essa visão guiou a escolha dos conceitos, pressupostos e recursos que deveriam ser mobilizados para a implementação do Sisdia”, explicou.

 

Relevância – O ministro Herman Benjamim disse que a iniciativa coloca Brasília na dianteira, não apenas das cidades, mas do mundo, ao tratar a informação ambiental como algo relevante e essencial, que merece investimento e atenção pública. “Um patrimônio de todos que precisa ser democratizado. Sou um cidadão muito feliz por ver esta iniciativa sendo lançada. É preciso haver uma política ambiental universal, para que possamos avançar de forma sustentável. E ela não existe sem geração e democratização de conhecimento e informação”, afirmou.

 

De acordo com Marcelo Marcos, do MCTI, o evento marca, mais uma vez, a producente parceria entre a Sema, o ministério e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, por meio do Projeto CITinova. Para ele, o SISDIA não só moderniza o estado como é um ótimo exemplo da contribuição do melhor conhecimento cientifico no apoio a uma gestão transparente, participativa e baseada em evidências e já se consolida como uma importante ferramenta para a gestão ambiental do DF. “Essa plataforma pública e gratuita de armazenamento e compartilhamento de dados espaciais e ambientais, de maneira integrada e segura, é um modelo para ser replicado para todo o país”, afirmou.

 

Asher Lessels, do PNUMA, lembrou de sua própria experiência profissional para reconhecer a dificuldade de se estruturar uma plataforma. No caso do Sisdia, porém, ele enxerga toda a possibilidade de ser uma ferramenta de grande utilidade. “E isso depende muito da liderança e da contribuição intelectual do ator responsável, nesse contexto, a Sema, a quem parabenizo pelo trabalho. Tenho acompanhado esse projeto desde o começo e estou impressionado”, completou. Ele destaca que o portal vai cumprir com múltiplos papeis ao servir de fonte para formuladores de políticas públicas, sociedade civil e setor acadêmico. “Com base no trabalho feito, será um sucesso e um exemplo para replicar em todo o Brasil e no resto das cidades do mundo”, disse.

 

 

Conexão – O professor doutor Henrique Zuchi também mostrou seu entusiasmo com o Sisdia. “É uma satisfação representar a Universidade de Brasília neste evento. O SISDIA, capitaneado pelo secretário de Meio Ambiente, nos fez evoluir com a criação de um sistema que tem a tripla função de estar à disposição de servidores públicos, da sociedade, que precisa entender seu território e, o mais importante, promover a conexão entre ciência, tecnologia e academia”. Para ele, o SISDIA representa o geoprocessamento levado ao extremo. “A UnB está à disposição para contribuir com a busca de soluções dinâmicas, como a atualização em tempo real”.

 

Em sua fala, a deputada distrital Arlete Sampaio (PT-DF) lembrou que no primeiro mandato foi autora da Lei no 3944, de 12 de janeiro de 2007, que dispões sobre os indicadores ambientais do Sistema de Informações Ambientais do Distrito Federal e cria o Atlas Ambiental do Distrito Federal. “Ela deveria ter sido colocada em execução em 180 dias. Passados 14 anos, temos hoje o SISDIA. A questão ambiental é vital para a humanidade e o SISDIA será um instrumento essencial para planejamento de políticas públicas no DF, não apenas na área de meio ambiente mas para em todas as políticas setoriais”, disse.

 

Maria Silvia Rossi destacou o conceito de integração que permeia o projeto. “Fizemos um trabalho muito interessante, com muitos outros órgãos de governo, no sentido de verificar como internalizar o processo para que consiga se perenizar ao longo do tempo. Uma das formas é torná-lo orgânico dentro do governo, como projeto de estado. E nós temos tido apoio absolutamente importante do secretário Sarney Filho, no sentido do reconhecimento de que esse é um instrumento necessário, que pode trazer um legado e desonerar o estado de vários custos desnecessários”, afirmou.

 

Financiamento – O Sisdia conta com apoio do Projeto CITinova, Planejamento Integrado e Tecnologias para Cidades Sustentáveis – realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e executado pela Sema, em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), com recursos do Global Environment Facility (GEF).

 

Assessoria de Comunicação
Secretaria do Meio Ambiente