Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
23/09/20 às 23h58 - Atualizado em 24/09/20 às 10h33

Parque das Copaíbas terá recuperação de áreas degradadas

COMPARTILHAR

Agência Brasília * | Edição: Fábio Góis

 

O Parque das Copaíbas acaba de ser incluído no Projeto de Recuperação de Danos nas Áreas de Proteção Permanente da Orla do Lago Paranoá, coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema). O primeiro trabalho foi realizado na Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) do Bosque, na QL 10 do Lago Sul.

 

 

Agora, o Parque das Copaíbas receberá mudas de espécies nativas durante a estação chuvosa em quatro áreas, onde os técnicos identificaram maior necessidade de recuperação. Uma das prioridades é desenvolver o trabalho ao longo do Córrego das Antas, que atravessa a reserva ambiental até desaguar no Lago Paranoá.

 

O parque está aberto ao público desde o final de 2019. Localizado em uma vasta área verde do Lago Sul, tem espaços para caminhadas e ciclovias em vegetação de Cerrado.

 

Acórdãos

O secretário da Sema, Sarney Filho, visitou o parque nesta quarta-feira (23) e informou que serão investidos R$ 2 milhões no Parque das Copaíbas, bem como em outras áreas incluídas no projeto de recuperação. Os recursos são provenientes do Fundo Único do Meio Ambiente (Funam).

 

“Os valores são relativos a pagamentos de acórdãos judiciais e termos de ajustamento de conduta, no âmbito de uma ação civil pública, por parte dos moradores responsáveis por ocupações irregulares”, afirmou.

 

 

Sarney Filho estava acompanhado de técnicos da Sema, do Instituto Brasília Ambiental e do Instituto Rede Terra, responsável pelas ações. O trabalho inclui contenção de processos erosivos, revegetação e revitalização de corredores ecológicos, além de tratamento contra formigas e correção de solo antes do plantio, uso de contentores para limitar o acesso de veículos, cercamento e tutoria de mudas.

Trilhas

Ainda em fase de implantação, o Parque das Copaíbas conta com 4,3 quilômetros de trilhas totalmente sinalizadas, que atraem os moradores da região. Os visitantes podem percorrer áreas de Cerrado além da mata de galeria e uma cachoeira.

 

Consolidar o parque era um sonho antigo dos moradores da QI 28 e da Associação Preserve QI 26. As invasões que se multiplicavam dentro da unidade de conservação foram finalmente retiradas em 2018.

 

O parque possui uma área de 73 hectares e está inserido em uma Zona Urbana de Consolidação. Localizado entre a QI 26 e a QI 28 do Lago Sul, pertence à Área de Proteção Ambiental (APA) do Lago Paranoá e abriga pelo menos oito nascentes, além do Córrego Manoel Francisco, também conhecido como Córrego das Antas, contributivo do Lago Paranoá.

Etapas

A Sema agora conclui estudos técnicos para estender o programa a outras áreas no curso da orla sul do Lago Paranoá. Entre elas estão as encostas do Paranoá, a Arie Riacho Fundo (trecho no Park Way, aeroporto e QL 1), o Parque Ecológico Ermida Dom Bosco, o Parque Ecológico Península Sul, o Parque Ecológico Garça Branca, a Ponte das Garças e o Mosteiro da Ermida Dom Bosco, além da quadras do lago (QLs) 6, 8, 16, 18, 22, 26 e 28.

 

 

O diagnóstico ambiental que subsidia o projeto identificou 321,83 hectares passíveis de recuperação na orla. o que inclui áreas de proteção permanente, unidades de conservação e áreas públicas.

 

Nesta etapa está previsto o atendimento de 65 hectares. As propostas que envolvem unidades de conservação estão em fase de exame pela Comissão de Gestão da Parceria Sema e pelo Brasília Ambiental.

 

* Com informações da Secretaria de Meio Ambiente